Casa VS

O nosso intuito fora manter a memória do lugar, preservando as caracterizas intrínsecas do lugar e da sua história vernacular. A sua ampliação, através de uma linguagem moderna, porém respeitando o passado, consegue ir ao encontro do programa definido pelo requerente. Assim, a nossa proposta demonstra nas suas leves marcas a ocupação de um sítio e a sua transformação num novo lugar, porém preservando o seu espírito. A arquitectura conserva a marca de um Tempo. Preserva o espírito de uma época, de uma cultura. Assim sendo, toda a área em estudo é depósito da identidade[1] do indivíduo. É reservatório da memória individual, uma vez que a memória, enquanto resultado da experiência, se enquadra no tempo e no espaço. Quisemos, assim, propor uma obra que não se impusesse. Ao invés, que respeitasse a memória do lugar, através do recurso de materiais que não interferissem na formalidade do lugar. A nossa proposta dilata-se com a paisagem urbana, a nossa proposta está lá, faz parte do território.

[1] Jorge Luís Borges – O Cativo in O Fazedor. Lisboa, Difel, s.d., p23